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Então. Eu nem sei dizer da saudade em mim. Vem cá, é normal isso? Sentir essa saudade toda? Eu não acho normal. Mas é que as vezes eu acho. Aprendi a viver com ela...E quando é por você, tudo bem. Eu me agarro nessa saudade e durmo enroscada com ela. Faz menos que seus braços aqui na minha cintura, mas também me ajuda a pegar no sono. Deixa macio o travesseiro para me ajudar a dormir melhor.
Eu sei de você umas tantas coisas com as quais eu consigo me guiar...e te descubro um pouco mais a cada dia. É assim que você me conquista, sabia? Mostrando um pouco mais para mim a cada dia. Eu nunca soube mesmo me esconder. Eu deveria saber a hora de ficar calada. Deveria? Não, pensando bem, acho que não. Eu sou assim. Sempre fui.
Mas confia em mim. Só não me exagera, mas confia em mim. Assim como eu confio em você, hoje já sem medo. Por você eu mergulharia sempre acreditando que há água...porque sei que você não me deixaria bater no fundo vazio da piscina...
Eu não minto... Já disse antes, não minto mesmo quando merece. Sei lá, mas tem gente que parece que gosta. E que nunca acredita na verdade. Mas mesmo assim eu não minto. Ainda bem que você acredita na verdade que eu sempre faço questão de te dizer.
E você nem precisa falar comigo pra eu saber que você tem tanta coisa a dizer. Você exala as sensações pelos seus poros. E é muito fácil te entender. Eu te entendo e tenho orgulho disso. E vejo pelo teu olho. Eu vejo você inteiro pelo teu olho. Aquele olho que eu adoro. Que me mata com todas as sensações quando olho pra eles. Morro por eles. E é bom assim.
Nunca gostei de fazer tipo. Eu não vou mais fazer um por puro charme. Eu não sei ser outra pessoa além de mim mesma. E olha que eu tento. Mas é que sou sempre muito eu. A despertar as ternas sensações, sou eu. Não me quero mudar. Me gosto assim.
Já me acostumei a estar assim com você. Estou assim há um tempo. Tempo suficiente pra você saber que você não é qualquer um.
É que eu fico assim, ás vezes. Meio sem saber o que dizer. Medo de falar bobagens demais, talvez. Já disse que não sei ter freio. Eu exagero.
Imagino mesmo o dia de chegar lá e olhar dentro dos seus olhinhos para chegar bem mais lá dentro e sugar todo o ar possível, porque eu sei que ele vai me faltar depois. Não tem jeito, você me derrete. Você vem manso e as vezes nem é.
Só você sabe me dobrar. Ninguém faz isso. Eu não deixo.
Eu sempre largo minhas armas no chão. Me separo de todas elas. E elas sempre são muitas. É que pra você eu sempre me desarmo. Eu fico sem medos.
Tudo bem. Tudo isso tem a ver com uma entrega que me acompanha. Tenho asas de vez em quando...de vez em quando não toco o chão. De vez em quando me perco também. Mas não evito os precipícios. Me dá frio na barriga. Eu gosto.
No fim era pra isso mesmo. Eu sempre preciso dizer. Sou meio distraída mesmo. Quase sempre. Mas você é o meu amor. E eu sou o seu amor. E isso é tudo. E me basta.
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