Ela estava meio desaparecida.
Mal-criada como aprendeu a ser nos últimos tempos, não deu satisfações. Foi. Senti falta dela caminhando por aqui. Ela faz falta mesmo...as pessoas também sentem. Ela tem mania de ficar ali, sem esperar encontrar ninguém. Como se ela fosse a única no mundo. Ela só costuma se ligar nas pessoas quando elas precisam...ela tem esse vício.
E eu? Fico só olhando, falando pra ela se ligar mais; pensar menos; prestar mais atenção. Ela observa, mas se faz de desligada. Ela finge que não é inteligente e eu nem sei por quê.
Ela anda perdendo noites...dormindo tarde...maltratando seu corpo. Eu vivo pedindo pra ela não fazer isso.
Também peço pra que ela não se envolver com os homens errados, por que, no fundo, eu quero o bem dela.
Ela diz que não existem pessoas certas.
Que eu sou muito romântica e que isso ainda vai me prejudicar.
Apesar de andar sumida, com certeza não são as noitadas que tiram seu tempo. Ela anda sem paciência para noites de sábado. Ela cansou de voltar sempre com manchas roxas e nunca guarda muito bem onde se machucou. E fica a cuidar dos seus ferimentos, com aquele jeito de "tudo voltará ao normal".
Ela abre os olhos às sete e se força a pular da cama com um sorriso de bom dia...ela costuma dizer ao espelho logo cedo o "quanto estar vivo é bom". Abre a janela e busca o sol, mesmo quando ele está lá embaixo de um nuvem pesada. Ela é uma otimista incorrígel mesmo.
E hoje ela está de volta. Dessa vez, bateu à porta. Deu um sorriso leve e passando as mãos nos meus cabelos, disse: "Relaxa, Nega, uma hora esse negócio dá certo".
E, partindo de que recomeçar é uma forma de buscar o melhor, haverá de dar certo mesmo. Mesmo que seja preciso mais uma vez recomeçar.
Por hora...Seja bem vinda.
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